A Pílula é o método de contracepção mais comum no mundo, sendo utilizada atualmente por mais de 90 milhões de mulheres. Ela atua evitando a liberação do óvulo pelos ovários, um evento que normalmente ocorre por volta do 14º dia do ciclo menstrual e que pode resultar em graves crises de ansiedade em namorados adolescentes. Com a pílula não ocorre ovulação. E sem ovulação, nada de gravidez.
Apesar das extensas pesquisas realizadas desde a década de 1960, alguns mitos sobre a popular Pílula ainda persistem. Para facilitar, selecionei os mais comuns. Quantos você é capaz de responder corretamente?
PÍLULA ENGORDA?
Não engorda. Ainda que o ganho de peso esteja entre as queixas mais comuns das mulheres que tomam a pílula, mais de 70% das usuárias não sofrem qualquer alteração neste sentido durante todo o tempo de uso do anticoncepcional.
PÍLULA CAUSA ESPINHAS?
Não necessariamente. Os androgênios têm sido implicados na etiologia da acne vulgar, possivelmente por intensificar a hiperceratose folicular1. A pílula reduz os níveis sangüíneos de androgênios, diminuindo a gravidade da acne. Contudo, provando mais uma vez que não existem verdades absolutas na medicina, existem alguns relatos de mulheres onde a acne ocorreu como um efeito colateral da pílula.
MULHERES QUE TOMAM PÍLULA DEMORAM MAIS PARA ENGRAVIDAR QUANDO PARAM?
Verdade. O retorno à fertilidade em mulheres que interromperam recentemente o uso da pílula leva mais tempo quando comparado às mulheres que interromperam outros métodos contraceptivos. Felizmente, não parece haver prejuízo da fertilidade como um todo.
ANTIBIÓTICOS PODEM CORTAR O EFEITO DO ANTICONCEPCIONAL?
Algumas vezes sim. Sabe-se que a ampicilina, um antibiótico bastante utilizado no tratamento de infecções urinárias, faringites, amigdalites e pneumonias, pode reduzir a eficácia da pílula. Outros remédios, como os anticonvulsivantes, por exemplo, também podem interferir com a ação da pílula. Nesses casos, as mulheres devem se certificar de que o contraceptivo oral escolhido contenha pelo menos 50 microgramas de etinil-estradiol ou mestranol.
A PÍLULA CAUSA VARIZES?
Parece que sim, mas as pesquisas ainda não produziram conclusivos até o momento.
A PÍLULA PODE ALTERAR O HUMOR?
Sim, pode, inclusive com náuseas, dor de cabeça, dor nos seios e depressão. Estes sintomas, mais comuns nos primeiros meses de uso da Pílula, freqüentemente desaparecem após alguns ciclos.
A PÍLULA ALIVIA AS CÓLICAS MENSTRUAIS?
Nem sempre. A menstruação dolorosa (chamada de dismenorréia pelos médicos) é menos freqüente nas mulheres que não ovulam, tornando a pílula um recurso útil em 70-80% dos casos de dismenorréia. Quando a pílula é suspensa, as mulheres podem voltar a sentir as mesmas cólicas de antes.
Todavia, algumas formulações da pílula podem resultar em menstruações muito volumosas e intensas. Além disso, sangramentos irregulares e menstruações dolorosas podem ocorrer em até 1/3 das mulheres após o início do uso da pílula.
A PÍLULA AUMENTA O RISCO DE CÂNCER?
Mulheres jovens que tomam pílula possuem um risco maior para tumores benignos do útero (chamados Miomas) durante a pré-menopausa, mas a pílula não parece influenciar o risco de tumores malignos no útero ou na mama.
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Tags: Anticoncepcional
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• Pílulas compostas por dois hormônios, em geral, NÃO podem ser utilizadas na amamentação.• Na amamentação NUNCA use medicamentos sem autorização do seu médico.
• Durante esse período, não adianta usar tabelinha nem o método do muco e o coito interrompido; é inseguro.
• Durante a amamentação é mais difícil engravidar, mas não totalmente impossível. Varia de mulher para mulher.
• É normal durante todo o período da amamentação que a menstruação não venha.
• A pílula sem estrogênio pode ser usada na amamentação.
• Outra alternativa são as minipílulas (pílulas que contêm só um hormônio – progestógeno):A minipílula anticoncepcional é um método para se evitar (prevenir) uma gravidez não planejada durante a amamentação.
Seu médico ginecologista e o pediatra de seu filho podem recomendar esse método caso você não queira usar uma camisinha.A minipílula funciona por meio da ingestão diária de uma pequena quantidade do hormônio que vai agir no colo do útero impedindo/dificultando a passagem dos espermatozoides.
Essas pílulas devem ser tomadas diariamente, sem período de descanso, sem parar, até o final da amamentação, ou até o bebê mamar muito pouco ou a mãe voltar a trabalhar. Nesse caso é necessário uma alternativa mais segura.
Um outro método anticoncepcional muito bom durante a amamentação, principalmente se você não deseja mais filhos ou se deseja espaçar por mais ou menos dois anos, é o DIU e o dispositivo intrauterino liberador de levonogestrel/sistema intrauterino liberador de levonorgestrel.
Outro método que pode ser utilizado é a injeção anticoncepcional trimestral.
Mas lembre-se, apenas seu médico poderá receitar medicamentos para você durante a amamentação.
Informações sobre o anticoncepcionais que podem ser utilizados na amamentação só podem ser fornecidas pelo seu médico.
Dr. Sérgio dos Passos Ramos
Tags: amamentação, Anticoncepcional
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O uso de pílula anticoncepcional trata-se de um método, para evitar a gravidez, baseado na ingestão de comprimidos diários de hormônio feminino sintético. Ou seja, durante cerca de 21 dias(e tem anticoncepcional que são 24 comprimidos,como por exemplo o anticoncepcional Yaz) a cada dia, a mulher ingere uma drágea (que contém o estrogênio ou a progesterona – depende do tipo de anticoncepcional). Esse hormônio ingerido irá interferir no ciclo menstrual da mulher impedindo que ocorra a ovulação – por isso a mulher não engravida, mesmo que ela pratique o sexo inseguro.A pílula não impede a menstruação. Isso significa que depois que a mulher ingere as 21 pílulas (uma a cada dia) ela para de tomar e, a menstruação “desce” . Uma nova cartela é iniciada geralmente, após 5 dias do início da menstruação.
Hoje, comercializa-se vários tipos de pílula com composição química e dosagens diferentes. Apenas médicas/cos ginecologistas podem prescrever o tipo de pílula adequado a cada garota/mulher .
A pílula anticoncepcional é composta por dois hormônios sintéticos, um que imita o Estrógeno e outro que imita a Progesterona, que são os hormônios naturais da mulher e que controlam o ciclo menstrual e a ovulação. Com a administração destes dois hormônios sintéticos, de forma combinada, tenta-se “enganar” o organismo feminino, para que não se produza aqueles hormônios naturais e, assim, a ovulação não se faça. O hormônio parecido com o Estrógeno chama-se estrogênio, e o hormônio parecido com a Progesterona chama-se progestógeno.
No cérebro há uma glândula, a hipófise, que produz alguns hormônios (o FSH e o LH) para estimular a produção de hormônios do ovário. Estes hormônios da hipófise aumentam e diminuem no sangue no decorrer do mês e esta oscilação faz o ovário produzir o Estrógeno e, com a ovulação, a Progesterona. Quando os níveis de Estrógeno e Progesterona aumentam, os níveis do FSH e LH diminuem, e vice versa. Assim sendo, quando a mulher toma a pílula anticoncepcional, a hipófise entende que já há hormônio suficiente no corpo e deixa de produzir os seus hormônios. Com isso, a ovulação não se faz e a mulher não tem como engravidar.
São vários os tipos de hormônios sintéticos usados nas pílulas e mais diversas ainda as dosagens utilizadas. Com o decorrer dos anos, as doses foram diminuindo e os compostos, mudando.
A primeira pílula anticoncepcional surgiu em 1960, nos Estados Unidos, com o nome de Enovid, com doses elevadas, tanto de estrogênio (150 mg de Mestranol), como de progestógeno (9,85 mg de Noretinodrel). Em um ano de uso, foi retirado do mercado, por causa dos vários relatos de tromboembolismo (derrame, trombose em pernas e nos pulmões). Apesar disso, as pesquisas continuaram e novas formulações foram descobertas, diminuindo paulatinamente a dose hormonal e, com isso, os efeitos colaterais.
Já no final da década de 60 surgem as pílulas com Etinilestradiol (EE) como estrogênio, com doses de 75 e de 50 mcg, sendo que esta última dose diminuiu em 25% o risco de tromboembolismo, em relação às formulações anteriores. Como progestógeno, surge o Norgestrel. São as pílulas de 2ª geração, que finalmente se estabelecem, se mantendo no mercado até os dias atuais. Embora com efeitos colaterais menores do que as anteriores, da 1ª geração, têm mais efeitos do que as mais modernas; no entanto, são mais baratas e, assim, preferidas ainda por muitas usuárias.
Na década de 70, surge a chamada 3ª geração de pílulas, agora com 30 mcg de EE, e um novo derivado da progesterona, o levonorgestrel, com melhor absorção intestinal e efeito mais forte, o que permite que se diminua a dose de estrogênio. São as ditas pílulas de baixa dose, que são as pílulas mais usadas hoje, ao lado das antigas pílulas de 2ª geração, com 50 mcg de EE.
Grosseiramente falando, o componente estrogênico das pílulas é o responsável pelas complicações venosas, como o tromboembolismo venoso já relatado acima, e sintomas como náuseas, vômitos, dor de cabeça e dor nas mamas. Por outro lado, o componente prosgestogênico das pílulas seria o responsável pelas complicações arteriais, ligadas à aterosclerose das artérias, que leva ao entupimento progressivo dos vasos, com várias complicações, como o enfarto de miocárdio (ataque cardíaco), a insuficiência arterial de membros inferiores com má circulação de sangue, e alguns tipos de derrame cerebral (o acidente vascular cerebral isquêmico). Além disso, o progestogênio seria responsável também por outros sintomas, como o aumento de peso, o inchaço, as alterações de humor e o surgimento de acnes. Para diminuir tais riscos, diminui-se a dose e muda-se o tipo de fármaco. No caso do estrogênio, chegou-se a um bom fármaco, o Etinilestradiol, com poucas complicações, que antes eram muito vistas, e tem se mexido mais na dose, passando de 30 a 15 mcg. No caso do Progestógeno, tem-se investigado outros tipos de fármacos, procurando menores complicações e também menos efeitos colaterais.
Assim, na década de 90, surgem novos progestógenos, como o Gestodene, o Desogestrel e, mais no final da década, a Drospirenona. Fármacos estes mais potentes, com melhor controle do ciclo menstrual e endócrino, e menor ação androgênica, diminuindo assim os riscos metabólicos e os sintomas descritos acima.
Temos então, na última década do século XX, o surgimento da 4ª geração de pílulas, com compostos progestogênicos mais seguros e doses estrogênicas ainda menores. Tendência esta que continuou nos primeiros anos do século XXI, com diminuição das doses. São as pílulas com 20 e 15 mcg de Etinilestradiol, além de Desogestrel 150 mcg ou Gestodeno 75 a 60 mg.
O que se precisa entender em relação a esta evolução da pílula, é que o risco foi sendo trabalhado com o tempo, para maior proteção da usuária, havendo produtos muito diversos, com características e preços também diversos, e que se pode mudar o tipo de pílula utilizado, de acordo com o risco e os sintomas de cada mulher. Assim sendo, não há a melhor pílula, mas sim a pílula mais indicada para cada mulher específica. A prescrição da pílula não é, portanto, nada simples, e necessita da ação especializada do ginecologista que será tanto melhor, quanto mais preparado for o profissional.
As complicações vistas com a pílula estão muito relacionadas com o mau uso das mesmas. Neste sentido, é um absurdo o uso indiscriminado da pílula por mulheres que se orientam com o balconista da farmácia. Orientada por eles ou pela amiga, não haveria um uso correto da pílula, sendo a interrupção do método muito freqüente, quando pequenas mudanças nos componentes poderiam trazer o bem estar e a eficácia que a usuária estava procurando. É por isso que se ouve tanto das pacientes: “Eu não me dou com a pílula!”. Quando se pergunta a elas quem as orientou, geralmente a resposta é “Ninguém. Fui na farmácia e comprei a pílula da minha amiga.” Espero que fique claro para quem me lê que desta forma não há como adequar o método para a paciente e tudo fica inadequado, com um resultado ruim. Assim, com ausência da orientação médica criteriosa, a pílula fica mal-falada, não por causa dela como método, mas sim pelo mau uso que se faz dela.
Tags: Anticoncepcional
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Se houver esquecimento ou não for possível tomar a pílula no horário habitual, deve-se ingeri-la dentro das doze horas seguintes. Caso se ultrapasse esse período em relação à tomada da última pílula, a eficácia contraceptiva estará diminuída, sendo recomendado combinar outro método, como camisinha.Tags: Anticoncepcional, tomar
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Não. A vacina contra a H1N1 (nem nenhuma vacina) reduz o efeito dos anticoncepcionais. Os medicamentos que podem reduzir o efeito dos anticoncepcionais orais devem ser ingeridos e metabolizados pelo sistema digestório. O mecanismo é o seguinte, os hormônios da pílula são absorvidos pelo trato gastrintestinal, caem na corrente sangüínea e vão parar no fígado, onde 50% do estrogênio são transformados em outros compostos sem atividade anticoncepcional. Esses compostos se misturam com a bile e ai são lançados novamente no trato gastrintestinal. Uma parte deles é eliminada nas fezes e a outra sofre a ação de enzimas produzidas pelas bactérias que vivem no intestino. O produto dessa reação enzimática é o estrogênio ativo, que pode então ser reabsorvido, aumentando o nível do hormônio circulante no sangue e garantindo o efeito contraceptivo. Os antibióticos, por exemplo, destroem as bactérias intestinais e, conseqüentemente, não mais ocorrem aquelas reações enzimáticas que liberam estrogênio ativo, diminuindo seu nível no sangue, reduzindo o efeito dos anticoncepcionais. Como as vacinas não tem esta ação, não tem problema.
Tags: Anticoncepcional, efeito, vacina h1n1
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É bastante comum escutar a frase “Não uso camisinha pois tomo anticoncepcional” . O uso do anticoncepcional oral ou injetável previne contra a gravidez, mas não protege a mulher de doenças sexualmente transmissíveis.Daí você pode perguntar: “Mas eu só tenho relação com uma pessoa! Mesmo assim?”. Exatamente.
Infelizmente, a mulher é a parte mais suscetível a doença durante a relação sexual e pode adquirir doenças que não necessariamente estejam manifestadas no seu parceiro. Por mais que você só tenha relação com uma pessoa, você não tem como saber que vírus ou bactérias ele carrega em sua genitália. Como falei no post sobre HPV, até mesmo usando camisinha pode-se pegar o vírus, portanto, não vale a pena se arriscar sem usar!
Portanto, melhor prevenir!
Tags: Anticoncepcional, camisinha
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Tenho uma filha de 14 anos, e ela começou a namorar. Estou preocupada. Por favor, me oriente quanto ao método mas eficaz e seguro para uma adolescente. Se for pílulas, qual a melhor opção para uma jovem que está iniciando a vida sexual?Pílula pode ser uma boa opção para sua filha. Entretanto, às vezes, as adolescentes se esquecem mais ou não são tão cuidadosas em tomar a pílula diariamente. Por isso as injeções e outras maneiras de uso não necessitam uso diário e podem ser mais convenientes para ela.
Rsposta de Carlos Alberto Petta
Carlos Alberto Petta é professor de ginecologia da Unicamp e diretor do Centro de Reprodução Humana de Campinas, no interior de São Paulo.Tags: adolescência, Anticoncepcional
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Pergunta: Por que tem que usar camisinha nos dois primeiros meses de uso do anticoncepcional? Ele já não é um contraceptivo?Tem que usar camisinha nos dois primeiros meses de uso pois o organismo precisa de um tempo para se acostumar com o anticoncepcional e este fazer efeito. E a eficácia só é 100% garantid aa partir da terceira cartela. A partir daí, poderá faezr sexo sem camisinha. Mas lembre-se: uma vez esquecido apenas um comprimido, poderá engravidar.
Dúvida deuma internauta
Tags: Anticoncepcional
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Para quem usa anticoncepcional há mais de um mês poderá ter relação sexual no dia que quiser,pois não tem período fértil. E isso inclui na pausa também pois a eficácia é mantida. Mas lembre-se: uma vez esquecido apenas um comprimido, poderá engravidar.Tags: Anticoncepcional, pausa, Sexo
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Pergunta: Sempre tomo anticoncepcional da seguinte forma: coloco um pouco de água no copo e em seguida coloco o comprimido na boca. Desta vez na hora em que fui colocar o comprimido na boca vi que tinha saido a cor rosa dele um pouquinho na minha mão pois estava úmida. Mas não se dissolveu tudo. Então o coloquei na minha boca de pressa e lambi a mão. Engoli o comprimido normalmente. A cor que saiu dele foi bem pouca. Será que com isso pode diminuir o seu efeito do contraceptivo?Não perdeu o efeito. Essa cor rosinha que ele tem é açucar com corante para diminuir o gosto do principio ativo do remedio que é bem amargo.
Pode ficar tranquila.Tags: Anticoncepcional, dissolver
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