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Como funciona o anticoncepcional no organismo?

O uso de p√≠lula anticoncepcional trata-se de um m√©todo, para evitar a gravidez, baseado na ingest√£o de comprimidos di√°rios de horm√īnio feminino sint√©tico. Ou seja, durante cerca de 21 dias(e tem anticoncepcional que s√£o 24 comprimidos,como¬†por exemplo o anticoncepcional Yaz) ¬†a cada dia, a mulher ingere uma dr√°gea (que cont√©m o estrog√™nio ou a progesterona ‚Äď depende do tipo de anticoncepcional). Esse horm√īnio ingerido ir√° interferir no ciclo menstrual da mulher impedindo que ocorra a ovula√ß√£o ‚Äď por isso a mulher n√£o engravida, mesmo que ela pratique o sexo inseguro.

A p√≠lula n√£o impede a menstrua√ß√£o. Isso significa que depois que a mulher ingere as 21 p√≠lulas (uma a cada dia) ela para de tomar e, a menstrua√ß√£o ‚Äúdesce‚ÄĚ . Uma nova cartela √© iniciada geralmente, ap√≥s 5 dias do in√≠cio da menstrua√ß√£o.

Hoje, comercializa-se vários tipos de pílula com composição química e dosagens diferentes. Apenas médicas/cos ginecologistas podem prescrever o tipo de pílula adequado a cada garota/mulher .

A p√≠lula anticoncepcional √© composta por dois horm√īnios sint√©ticos, um que imita o Estr√≥geno e outro que imita a Progesterona, que s√£o os horm√īnios naturais da mulher e que controlam o ciclo menstrual e a ovula√ß√£o. Com a administra√ß√£o destes dois horm√īnios sint√©ticos, de forma combinada, tenta-se ‚Äúenganar‚ÄĚ o organismo feminino, para que n√£o se produza aqueles horm√īnios naturais e, assim, a ovula√ß√£o n√£o se fa√ßa. O horm√īnio parecido com o Estr√≥geno chama-se estrog√™nio, e o horm√īnio parecido com a Progesterona chama-se progest√≥geno.

No c√©rebro h√° uma gl√Ęndula, a hip√≥fise, que produz alguns horm√īnios (o FSH e o LH) para estimular a produ√ß√£o de horm√īnios do ov√°rio. Estes horm√īnios da hip√≥fise aumentam e diminuem no sangue no decorrer do m√™s e esta oscila√ß√£o faz o ov√°rio produzir o Estr√≥geno e, com a ovula√ß√£o, a Progesterona. Quando os n√≠veis de Estr√≥geno e Progesterona aumentam, os n√≠veis do FSH e LH diminuem, e vice versa. Assim sendo, quando a mulher toma a p√≠lula anticoncepcional, a hip√≥fise entende que j√° h√° horm√īnio suficiente no corpo e deixa de produzir os seus horm√īnios. Com isso, a ovula√ß√£o n√£o se faz e a mulher n√£o tem como engravidar.

S√£o v√°rios os tipos de horm√īnios sint√©ticos usados nas p√≠lulas e mais diversas ainda as dosagens utilizadas. Com o decorrer dos anos, as doses foram diminuindo e os compostos, mudando.

A primeira p√≠lula anticoncepcional surgiu em 1960, nos Estados Unidos, com o nome de Enovid, com doses elevadas, tanto de estrog√™nio (150 mg de Mestranol), como de progest√≥geno (9,85 mg de Noretinodrel). Em um ano de uso, foi retirado do mercado, por causa dos v√°rios relatos de tromboembolismo (derrame, trombose em pernas e nos pulm√Ķes). Apesar disso, as pesquisas continuaram e novas formula√ß√Ķes foram descobertas, diminuindo paulatinamente a dose hormonal e, com isso, os efeitos colaterais.

J√° no final da d√©cada de 60 surgem as p√≠lulas com Etinilestradiol (EE) como estrog√™nio, com doses de 75 e de 50 mcg, sendo que esta √ļltima dose diminuiu em 25% o risco de tromboembolismo, em rela√ß√£o √†s formula√ß√Ķes anteriores. Como progest√≥geno, surge o Norgestrel. S√£o as p√≠lulas de 2¬™ gera√ß√£o, que finalmente se estabelecem, se mantendo no mercado at√© os dias atuais. Embora com efeitos colaterais menores do que as anteriores, da 1¬™ gera√ß√£o, t√™m mais efeitos do que as mais modernas; no entanto, s√£o mais baratas e, assim, preferidas ainda por muitas usu√°rias.

Na década de 70, surge a chamada 3ª geração de pílulas, agora com 30 mcg de EE, e um novo derivado da progesterona, o levonorgestrel, com melhor absorção intestinal e efeito mais forte, o que permite que se diminua a dose de estrogênio. São as ditas pílulas de baixa dose, que são as pílulas mais usadas hoje, ao lado das antigas pílulas de 2ª geração, com 50 mcg de EE.

Grosseiramente falando, o componente estrog√™nico das p√≠lulas √© o respons√°vel pelas complica√ß√Ķes venosas, como o tromboembolismo venoso j√° relatado acima, e sintomas como n√°useas, v√īmitos, dor de cabe√ßa e dor nas mamas. Por outro lado, o componente prosgestog√™nico das p√≠lulas seria o respons√°vel pelas complica√ß√Ķes arteriais, ligadas √† aterosclerose das art√©rias, que leva ao entupimento progressivo dos vasos, com v√°rias complica√ß√Ķes, como o enfarto de mioc√°rdio (ataque card√≠aco), a insufici√™ncia arterial de membros inferiores com m√° circula√ß√£o de sangue, e alguns tipos de derrame cerebral (o acidente vascular cerebral isqu√™mico). Al√©m disso, o progestog√™nio seria respons√°vel tamb√©m por outros sintomas, como o aumento de peso, o incha√ßo, as altera√ß√Ķes de humor e o surgimento de acnes. Para diminuir tais riscos, diminui-se a dose e muda-se o tipo de f√°rmaco. No caso do estrog√™nio, chegou-se a um bom f√°rmaco, o Etinilestradiol, com poucas complica√ß√Ķes, que antes eram muito vistas, e tem se mexido mais na dose, passando de 30 a 15 mcg. No caso do Progest√≥geno, tem-se investigado outros tipos de f√°rmacos, procurando menores complica√ß√Ķes e tamb√©m menos efeitos colaterais.

Assim, na década de 90, surgem novos progestógenos, como o Gestodene, o Desogestrel e, mais no final da década, a Drospirenona. Fármacos estes mais potentes, com melhor controle do ciclo menstrual e endócrino, e menor ação androgênica, diminuindo assim os riscos metabólicos e os sintomas descritos acima.

Temos ent√£o, na √ļltima d√©cada do s√©culo XX, o surgimento da 4¬™ gera√ß√£o de p√≠lulas, com compostos progestog√™nicos mais seguros e doses estrog√™nicas ainda menores. Tend√™ncia esta que continuou nos primeiros anos do s√©culo XXI, com diminui√ß√£o das doses. S√£o as p√≠lulas com 20 e 15 mcg de Etinilestradiol, al√©m de Desogestrel 150 mcg ou Gestodeno 75 a 60 mg.

O que se precisa entender em relação a esta evolução da pílula, é que o risco foi sendo trabalhado com o tempo, para maior proteção da usuária, havendo produtos muito diversos, com características e preços também diversos, e que se pode mudar o tipo de pílula utilizado, de acordo com o risco e os sintomas de cada mulher. Assim sendo, não há a melhor pílula, mas sim a pílula mais indicada para cada mulher específica. A prescrição da pílula não é, portanto, nada simples, e necessita da ação especializada do ginecologista que será tanto melhor, quanto mais preparado for o profissional.

As complica√ß√Ķes vistas com a p√≠lula est√£o muito relacionadas com o mau uso das mesmas. Neste sentido, √© um absurdo o uso indiscriminado da p√≠lula por mulheres que se orientam com o balconista da farm√°cia. Orientada por eles ou pela amiga, n√£o haveria um uso correto da p√≠lula, sendo a interrup√ß√£o do m√©todo muito freq√ľente, quando pequenas mudan√ßas nos componentes poderiam trazer o bem estar e a efic√°cia que a usu√°ria estava procurando. √Č por isso que se ouve tanto das pacientes: ‚ÄúEu n√£o me dou com a p√≠lula!‚ÄĚ. Quando se pergunta a elas quem as orientou, geralmente a resposta √© ‚ÄúNingu√©m. Fui na farm√°cia e comprei a p√≠lula da minha amiga.‚ÄĚ Espero que fique claro para quem me l√™ que desta forma n√£o h√° como adequar o m√©todo para a paciente e tudo fica inadequado, com um resultado ruim. Assim, com aus√™ncia da orienta√ß√£o m√©dica criteriosa, a p√≠lula fica mal-falada, n√£o por causa dela como m√©todo, mas sim pelo mau uso que se faz dela.

Fonte:http://cliquesaude.com.br

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4 Comments to “Como funciona o anticoncepcional no organismo?”

  • Ola
    comecei a tomar anti, enão parou de vir minha mestruação, isso faz 11 dias
    e normal?
    por favor me responda
    obrigada

  • faz um mes que parei de tomar yaz, ai transei sem camisinha. quanto tempo ele permanece no organismo ? h√° possibilidades de engravidar?

  • queria saber apartir de quanto tempo tomando a pilula ela come√ßa fazer efeito . exemplo: comecei a toma-la hoje, posso fazer sexo sem prote√ß√£o hoje mesmo ? se nao, quantos dias s√£o necessarios ?

  • Oi eu comecei a tomar um anticoncepcional chamado diminut, s√≥ que ando muito mal, com picos de press√£o alta enjoos, tonturas, etc…
    Ser√° que o meu organismo n√£o se acostumou com ele?

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