• 1_e1f2b7edce1As combinações de hormônios existentes nas pílulas anticoncepcionais causam reações que vão além do simples impedimento da gravidez. Na lista dos possíveis efeitos colaterais graves existentes, como trombose ou enxaqueca, uma reação acaba passando despercebida: a redução da libido feminina.

    Desconhecida por muitas mulheres que tomam o medicamento, a alteração que a pílula pode causar no desejo sexual feminino está inclusive na bula dos remédios e costuma ser abordada pelos médicos apenas quando eles são questionados pela paciente sobre o assunto. Isso porque, de acordo com ginecologistas ouvidos pelo “Agora”, o desejo sexual é complexo e não envolve apenas o uso do medicamento, mas sim questões como estresse, cultura ou falta de atração pelo parceiro.

    O ginecologista Claudio Bonduki, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), afirma que a pílula pode causar diminuição da vontade de fazer sexo por causa dos hormônios sintéticos (feitos em laboratório) utilizados nas pílulas. No entanto, nenhuma mulher deve ficar preocupara com a possível reação, uma vez que, segundo Bonduki, a simples troca de fórmula do contraceptivo reverte a situação se for apenas esse o motivo do problema.

    As pílulas são compostas por dois hormônios, a progesterona e o estrogênio. O tipo de estrogênio, o etinilestradiol, é o mesmo em todas os anticoncepcionais. Segundo o ginecologista Rodolfo Strufaldi, professor da Faculdade de Medicina do ABC, o estrogênio aumenta a quantidade de uma proteína no fígado que, por sua vez, diminui a dose no sangue de testosterona, hormônio responsável pelo desejo sexual. Com isso, a conseqüência é a diminuição do desejo sexual.

    As mulheres, no entanto, têm também uma boa notícia: da mesma forma que algumas pílulas podem diminuir a libido, outras podem aumentar a vontade de fazer sexo. De acordo com Strufaldi, uma “boa” progesterona tem a capacidade de melhorar o nível da testosterona na mulher.

    Para provar, ele desenvolveu um estudo com 98 mulheres que usaram pílula por seis meses. Elas tomaram fórmulas diferentes apresentaram melhora de 5% a 7,5% no desejo sexual. A satisfação sexual melhorou cerca de 6% para os grupos analisados.

    Strufaldi alerta, porém, que não há uma pílula universal. “A progesterona é seletiva. Há um tipo melhor para a pele, outro para a mama. Não há uma perfeita”, disse. Pelo mesmo motivo, certas fórmulas funcionam bem no organismo de algumas mulheres e mal no de outras.

    Alternativa

    Foi por desconfiar que a pílula anticoncepcional que tomava há mais de quatro anos tinha alguma influência na redução do desejo sexual que vinha sentindo há algum tempo que a secretária Cristina (nome fictício), 28 anos, procurou um médico no meio deste ano.

    “Tem de perguntar se não eles não falam nada”, disse Cristina, que obteve do médico a resposta que precisava ouvir: sim, o uso do medicamento poderia interferir em sua vontade de fazer sexo.

    Após a consulta ao ginecologista, a secretária mudou de fórmula e disse ter percebido uma melhora na relação sexual. “A gente conhece o nosso corpo”, afirmou. Ela reconhece, no entanto, que outros fatores emocionais também podem ter interferido na questão. No caso dela, Cristina acredita que uma viagem ao exterior feita recentemente possa ter influenciado o lado sexual, pelo impacto psicológico de ter ficado um tempo fora do país. De acordo com a secretária, até o ciclo menstrual ficou mais regulado após a troca da fórmula.

    A publicitária Mariana Almeida, 29 anos, também já precisou trocar de pílula uma vez, mas por um outro motivo: ela faz tratamento dos ovários policísticos e não se adaptou ao primeiro medicamento que experimentou. “Eu comecei a usar muito cedo, com 10 anos, para regular o ciclo”, disse.

    GABRIELA GASPARIN

    do Agora

    Fonte: Folha Online

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  • Saúde 29.03.2009 1 Comentário

    untitledd *Se tiver que permanecer sentado por muito tempo, de vez em quando mexa os pés como se estivesse pedalando uma máquina de costura.
    *Em pé, faça movimentos como se andasse sem sair do lugar.
    *Antes de viagens longas, fale com seu médico sobre a possibilidade de usar meias especiais e até medicamentos.
    *Caso precise ficar muito tempo na cama, procure mexer pés e pernas mesmo deitado

    • *Não fume.
      *Controle o peso.
      *Se necessita de hormônios, incluindo anticoncepcional, mas tem histórico familiar da doença, avise seu médico.
      *O tornozelo costuma inchar sempre? Então, use meias elásticas com freqüência.
      *Jamais se automedique.

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  • 1103653_gente_grazi_massafera_3gente___nacional_500_332

     

    • 1. Antes de almoçar, coma uma fruta. Uma pesquisa da Pennsylvania State University, nos Estados Unidos, revelou que quem opta por uma maçã 15 minutos antes de uma refeição chega a economizar até 187 calorias.2. Escolha uma sopa de vegetais como entrada. Pesquisadores comprovaram que essa medida reduz o valor calórico do prato seguinte em até 130 calorias. Não valem sopas e caldos ricos em sódio, batata, creme de leite e queijo.3. Petisque algo doce e leve. Adora um sorvete com calda? Prefira uma taça pequena de salada de frutas (oito colheres de sopa bem rasas) com uma bola de sorvete light sem açúcar. Você poupa até 240 calorias.4. Uma fatia fina (40 g) de um bolo simples de cenoura, fubá e até mesmo chocolate, sem recheio ou cobertura, representa 257 a menos, na comparação com o mesmo pedaço do doce com ingredientes “pecaminosos”, como caldas e afins.5. Tire o miolo do pão francês e elimine 40 calorias.6. Resista ao morango com chantilly. Fique com uma taça com seis unidades acompanhadas de um creme mais leve, como um pote de iogurte de baunilha light. Você diminui as calorias de 390 para 150. Feita a conta, são 240 a menos.7. Experimente uma falsa musse para adoçar o paladar. Bata no liquidificador um copo de iogurte desnatado com a mesma quantidade de gelatina diet pronta. Você reduz 210 calorias – a musse verdadeira tem, em média, 300, enquanto a falsa, só 90.8. Na hora da pizza, opte por uma fatia de rúcula com tomate seco (262 cal) em vez da de quatro queijos (374 cal). Você poupa 112 cal e ainda ingere mais fibras, o que dá maior saciedade.9. Deixe de lado a dupla café com pão de queijo à tarde. Tire o açúcar da bebida e troque o mineirinho por uma fatia de pão integral light com outra, bem fina, de queijo branco na chapa (sem manteiga). A economia é de 60 calorias.10. Esqueça o elevador e vá de escada. Cada minuto de subida gasta em média 14 calorias. Ou seja, cinco minutos de exercício fazem sumir 70 delas.

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  • 1150-adriana_lima_99Muita gente vive de restrições alimentares, segue direitinho um rígido programa de atividade física e ainda assim se frustra porque o peso, teimosamente, se mantém no mesmíssimo lugar. É o seu caso? Bem, se a resposta for sim, aqui vai uma segunda pergunta: será que você anda caprichando em alimentos ricos em vitamina C? Um não bem redondo talvez explique – em parte, pelo menos – o motivo pelo qual o ponteiro da balança não abaixa de acordo com o esperado. É que uma novíssima pesquisa associa o consumo adequado desse nutriente à maior redução de gordura.

    Foi o que concluíram especialistas do Departamento de Nutrição da Universidade do Estado do Arizona, nos Estados Unidos. Durante oito semanas, eles analisaram dois grupos de voluntários submetidos a uma hora de caminhada diária. Aqueles que apresentaram boa concentração de vitamina C no sangue tiveram emagrecimento mais significativo do que a outra turma, que desprezou solenemente o ácido ascórbico, o outro nome do nutriente – a queima de gordura foi 25% menor por quilo.

    Tal feito, segundo a nutróloga Carol Johnston, autora da investigação, se deve à carnitina, uma molécula produzida pelo corpo e que tem justamente a função de combater o acúmulo de gordura, botando-a dentro das células para que seja utilizada na produção de energia. “Esse aminoácido, que participa da oxidação de ácidos gordurosos, é sintetizado pela vitamina C”, explica. “O mérito dessa pesquisa está em explicar, pelo menos parcialmente, por que algumas pessoas têm maior dificuldade para emagrecer do que outras”.

    Ok, o estudo foi feito com suplementação. Ninguém deve fazer uso dela sem indicação de um especialista, mas nada impede que você turbine seu cardápio com a famosa azedinha. Ao contrário. Comece o dia com um suco de laranja no café da manhã, coma uma goiaba após o almoço e encha o prato de vegetais como brócolis e couve-de-bruxelas, temperados com cebolinha na hora do jantar. De quebra, você previne problemas de coração, lesões na gengiva, tumores e outros males do envelhecimento, além de ficar menos suscetível a infecções. Lembre-se, no entanto, de que a vitamina C é a mais frágil entre todas – exposta à luz e a altas temperaturas, parte de suas propriedades simplesmente se evapora.

    Outras boas fontes desse poderoso antioxidante: limão, laranja, acerola, caju tomate e folhas verdes e a batata – sim, ela também conta com altos teores no nutriente. A questão é que boa parte se perde no cozimento. Por isso, os outros vegetais têm larga vantagem no quesito vitamina C.

    Fonte:saude.abril

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  • 4f71dc60fd153e2cO cerazette ,quando tomado de forma continuada para evitar a menstruação, pode causar um atraso quando faz a interrupção do uso. Provavelmente no próximo ciclo normalize. Mas se a dúvida persistir, é melhor procurar um ginecologista de confiança.

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  • boa-formaJá ouviu falar nesse regime? Se a respostar for não, é só uma questão de tempo. Essa fruta tão popular entre nós está emagrecendo muita gente no Japão e nos Estados Unidos, países que reúnem um número cada vez maior de adeptos. Desenvolvida por Hitoshi Watanabe, um especialista em medicina preventiva em Tóquio, ela caiu na boca do povo. Literalmente. Nunca se vendeu tanta banana por lá como no último verão, época do ano em que normalmente a melancia, entre outras frutas mais apropriadas para sucos refrescantes, é a mais consumida.

    A tal dieta consiste basicamente no seguinte: no café da manhã, o candidato a magro pode comer bananas à vontade e nada mais. É desejável que beba também água em temperatura ambiente. O motivo? Bem, sabe-se que o líquido dá saciedade. Então, entraria como um coadjuvante para espantar a fome. Nas refeições seguintes, pode-se comer de tudo, mas só até as 8 da noite. Após o jantar, nada de sobremesa. Já o lanchinho da tarde permite até uma guloseima. Os únicos itens proibidos são sorvetes, derivados do leite e álcool.

    A nutricionista Vanderlí Marchiori, de São Paulo, acredita que esse tipo de dieta não traga prejuízos à saúde. “Isso porque não restringe nenhum grupo de nutriente”, justifica. “Os carboidratos, tidos como vilões do emagrecimento, não ficam de fora, o que é ótimo. E a proibição de laticínios e álcool não chega a ser nenhum pecado. Afinal, esses produtos desencadeiam processos inflamatórios.”

    E pensar que a banana carrega o peso de ser engordativa. “Essa fama é injusta. Na verdade, além de matar rapidamente a vontade de comer, ela contém enzimas que aceleram a digestão, favorecendo uma rápida perda de peso. Sem contar que também tem fibras do tipo solúvel, aquelas que se ligam à água, formando uma espécie de gel que demora para sair do estômago”, completa Vanderlí.

    O poder emagrecedor da banana deve-se também ao amido resistente, um carboidrato complexo encontrado na batata, em leguminosas e massas integrais e que, dentro do corpo, se comporta como uma fibra, favorecendo o funcionamento do intestino e dando aquela sensação de barriga cheia. Detalhe: o amido resistente aparece muito mais na banana verde.

    Pelo sim, pelo não, começar o dia comendo banana só pode fazer bem. Afinal, tanto a banana-prata, como a da terra, a ouro e a maçã – para citar as mais apreciadas em terras brasileiras – são lotadas de potássio, mineral imprescindível para os músculos, como bem sabem os atletas

    Fonte:saude.abril

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  • Mitos

    Verdades

    “As mulheres precisam proporcionar um descanso da pílula ao seu organismo”

    Se a mulher é saudável e não fuma, ela pode usar a pílula o quanto necessário para uma anticoncepção eficaz. A pílula é um método confiável e reversível de controle da natalidade.  E mais, as mulheres não precisam fazer uma pausa no seu uso. Na realidade, esse descanso pode até aumentar as chances de uma gravidez não desejada.

    “As pílulas consideradas de ultra-baixa dose não são tão eficazes devido à baixa concentração de hormônios”

    Muito pelo contrário. Estudos mostram que a redução das doses não reduz os efeitos contraceptivos. Como as novas pílulas apresentam 24 comprimidos e não apenas 21, o intervalo entre uma cartela e outra diminui, evitando esquecimentos e permitindo a distribuição dos hormônios por um maior número de dias. Você pode se sentir segura quanto à eficácia delas.

    “Com a redução do intervalo entre as cartelas para as novas pílulas, os efeitos colaterais serão maiores”

    As pílulas de ultra-baixa dose de hoje contêm muito menos estrogênio e progestagênio (15mcg de etinilestradiol + 60mcg de gestodeno). O que mais chama a atenção quanto ao uso dessas pílulas é a mudança na forma de se tomar. Nesse novo anticoncepcional os comprimidos são tomados continuamente por 24 dias e o intervalo entre as cartelas é de apenas 4 dias (regime seqüencial). E é justamente por este motivo que os efeitos colaterais das pílulas diminuem ou são quase eliminados, como diminuição dos sintomas pré-menstruais e efeitos sobre o peso corporal.

    “As mulheres com mais de 40 anos não podem usar a pílula”

    Muitas mulheres saudáveis, não fumantes, de mais de 40 anos podem usar a pílula pelo tempo que elas precisarem de um anticoncepcional.

    Os benefícios da pílula para mulheres saudáveis, não fumantes, com mais de 40 anos de idade podem superar os possíveis riscos. Todas as mulheres, especialmente as mais idosas, devem ser alertadas para usar a pílula que seja eficaz com a menor dosagem.

    “A pílula causa câncer”

    Há muitos estudos sobre o relacionamento entre o uso de pílulas para controle da natalidade e cânceres de mama e cervical; entretanto, ainda não foi demonstrada uma relação de causa e efeito. E mais, as pílulas anticoncepcionais podem proporcionar alguma proteção contra dois tipos de câncer: o câncer dos ovários e o câncer do revestimento do útero.

    “A pílula causa infertilidade”

    Tem havido muita confusão quanto ao impacto da pílula sobre a capacidade da mulher de engravidar no futuro. Embora algumas mulheres tenham apresentado alguma demora para engravidar após a interrupção do uso da pílula  – especialmente se elas tinham períodos menstruais irregulares antes de iniciar o seu uso – a pílula não causa infertilidade.

    A pílula é uma opção confiável e reversível para controle da natalidade no caso de mulheres que planejam engravidar no futuro

    “A pílula engorda”

    Têm sido relatadas flutuações no peso em usuárias da pílula. O seu peso pode aumentar, diminuir, ou permanecer estável. Mas, como sempre, o aumento de peso tem relação com a forma como você se alimenta e os exercícios que você faz. As pílulas de ultra-baixa-dose apresentam efeito neutro sobre o peso com o benefício adicional de apresentarem melhora nos sintomas da TPM.

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  • 1f9bcf48f8cb52daCaracterísticas

    1. Composição

      Este anticoncepcional contém apenas um tipo de progestogênio, o desogestrel, na dose de 75 mcg em cada comprimido. É comercializado em embalagens com 28 pílulas ativas, com o nome de Cerazette® . Todos os comprimidos têm a mesma composição e dose.

    2. Mecanismo de ação

      O principal mecanismo de ação é a inibição da ovulação. Segundo a monografia do produto, ocorreu inibição da ovulação em 97% dos períodos de tratamento em mulheres usando Cerazette.
      Outro mecanismo de ação adicional é o aumento da viscosidade do muco cervical, dificultando a penetração dos espermatozóides.

    3. EficáciaA eficácia descrita na monografia do produto, incluindo mulheres lactantes e não lactantes, mostrou uma taxa de falha de 0,14 por 100 mulheres em 1 ano. Quando excluídas as lactantes, os estudos mostraram uma taxa de falha de 0,17 por 100 mulheres em 1 ano.

    Importante:

    Deve ser tomado a intervalos regulares de 24 horas; contudo, um atraso de até 12 horas não deve afetar sua eficácia contraceptiva.

    1. Efeitos secundários

      Os efeitos colaterais mais comuns foram relacionados às alteraçãos do fluxo menstrual sendo que, ao final de um ano, aproximadamente 50% das mulheres apresentaram amenorréia ou sangramento infrequente e 4% continuaram apresentando sangramento frequente.
      Outros efeitos secundários menos frequentes foram: cefaléia (6,8%), acne (4,1%), sensibilidade mamária (3,7%), náusea (3,3%), vaginite (3,2%) e dismenorréia (1,4%).

    2. Outros efeitos
      • Riscos
        • Por conter somente progestogênio, praticamente não apresenta riscos importantes à saúde. Pode ser considerada um dos anticoncepcionais mais seguros.
      • Benefícios
        • Podem ser usados por lactantes a partir de seis semanas após o parto. A quantidade e a qualidade do leite materno não são prejudicadas (ao contrário dos anticoncepcionais orais combinados, que podem reduzir a produção de leite);
        • Não apresentam os efeitos colaterais do estrogênio. Não aumentam o risco de complicações relacionadas ao uso de estrogênio, tais como infarto ou acidente vascular cerebral;
        • Parece não ter efeito significativo sobre o metabolismo lipídico e de carbohidratos.
    1. Modo de Uso

      O modo de uso e o manejo das intercorrências seguem rotina semelhante ao dos demais anticoncepcionais de progestogênio.

      Importante: Deve ser tomada todos os dias, sem intervalo de descanso.

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  • 1_e1f2b7edcePor Cecília Dionizio

    Em qualquer idade a mulher, ao pensar em fazer uso de pílulas antinconcepcionais, começa a ter uma série de dúvidas. E muitas vezes, mesmo com recomendação médica, a maior dificuldade é confiar se aquela foi mesmo a melhor indicação, diante da imensa quantidade de opções existentes hoje no mercado. Portanto, nada mais natural do que o surgimento da dúvida sobre qual delas é a mais apropriada. O Diário consultou alguns dos mais renomados profissionais sobre o assunto e eles dizem o que cada uma das pílulas consideradas de última geração pode trazer de benefício ou malefício para o organismo. Antes de mais nada é preciso analisar, criteriosamente, as características de cada uma delas e para qual função a pílula está indicada, segundo o ginecologista e obstetra Abner Lobão Neto, professor da Universidade Federal de São Paulo, e gerente médico da Jansen Cillag, um dos laboratórios fabricantes de contraceptivos.

    Segundo Lobão Neto, a pílula Minesse possui uma dosagem muito baixa (15mcg) de hormônios, ao passo que a Yasmin tem uma função antiandrogênica (combate os caracteres masculinos) e é, levemente, diurética. Já as mais antigas, como a Cerazette, são à base de progesterona, por isso são mais indicadas para o período pós-parto e quando há contra indicação do estrogênio. E a Diane 35, há anos comercializada por ser um forte antiandrogênico, não é aprovada como contraceptivo no Brasil. O médico lembra ainda, que ao optar pelo uso de anticoncepcional injetável, devido à sua facilidade, é preciso lembrar que esta é a forma que mais efeitos colaterais pode trazer para o organismo, especialmente, se for trimestral.

    Em geral, o uso das pílulas gira em torno de 21 dias, e devem ser tomadas todos os dias, continuamente. “Deve-se procurar tomar os comprimidos sempre no mesmo horário do dia”, diz o ginecologista. Já os injetáveis têm formato mensal e trimestral. Além destes, existem outros métodos contraceptivos conhecidos, tanto recém-lançados como também já consagrados pelo tempo. Dentre os mais recentes estão os implantes subcutâneos, com trocas a cada três anos; o anel vaginal, que deve ser substituído há cada três semanas, e o dispositivo intra-uterino (DIU), que libera progesterona e pode ser usado, em média por três anos, consecutivos. E ao lado de todas essas opções está uma que vem se firmando como importante opção para as jovens, uma vez que modelos têm usado como forma de marcar a necessidade da prevenção à gravidez precoce. Lançado há cerca de dois anos, o Evra, como é comercializado, é o adesivo semanal transdérmico, que deve ser trocado a cada sete dias.

    Abner lembra que é impossível descartar que qualquer contraceptivo, esteja isento de efeitos colaterais, todavia, eles vão ser mais ou menos importantes de acordo com a aceitabilidade de cada pessoa. “Os efeitos colaterais das pílulas e demais formulações hormonais podem ser divididos entre os razoavelmente comuns a todos e os específicos de cada método”, diz. Entre os sintomas mais comuns, presentes em quase todos os métodos estão: dores nas mamas, gastrointestinais, dor de cabeça, alterações em relação ao sangramento menstrual. Os implantes provocam mais irregularidade menstrual, o injetável trimestral aumento de peso e irregularidade menstrual, enquanto o anel (Nuvaring) já apresentou episódios de corrimento e eventual desconforto durante a relação sexual. O DIU apresenta risco de expulsão do útero e para algumas mulheres o adesivo (Evra) provoca uma leve irritação da pele, no local de aplicação, nos primeiros ciclos. Formulações de uso diário levam a um risco maior de esquecimentos que podem comprometer a eficácia do método, especialmente em mulheres “esquecedoras” crônicas.

    Abner Lobão explica que nesse sentido, formulações como o contraceptivo semanal transdérmico, entre outras não diárias, podem ser mais interessantes. Além disso, formulações não orais permitem que o fígado seja poupado dos efeitos diretos dos hormônios. Ou seja, mais uma vez se comprova que é indispensável que cada mulher receba o acompanhamento de seu médico de confiança para se certificar se o seu método é o melhor. O ginecologista Ricardo Barini, professor da Universidade de Campinas (Unicamp), concorda com as observações de Abner Lobão, porém observa que antes de recomendar a pílular é imprescíndivel reconhecer o perfil hormonal de cada paciente, para evitar futuros transtornos, alertando-as, inclusive, para o que poderá ocorrer caso elas insistam no seu uso. “Antes, há que se definir se ela quer apenas regularizar o ciclo ou evitar uma gestação, ou ainda realizar um tratamento de síndrome de ovários policísticos, por exemplo”, afirma.

    Combate males com menos efeitos colaterais

    O ginecologista Ricardo Barini, da Universidade de Campinas (Unicamp), explica que no caso da pílula Yasmin, por exemplo, é preciso observar que as baixas quantidades de progesterona e estrógeno, em parte por ser mais diurética, induzem muitas mulheres a fazer o uso equivocado. “Há casos em que a paciente necessita de uma quantidade mais elevada de hormônios para que a pílula alcance sua função com êxito”, diz. O médico reforça o risco de uma mulher fumante fazer uso combinado do cigarro com um contraceptivo, quando seu desejo é, por exemplo, o de tratar os sintomas da síndrome de ovários policísticos (SOP), que pode levá-la a menstruar de forma irregular, a ter pêlos, entre outros desequílibrios por conta do excesso de hormônios andrógenos. É preciso ter em mente quais os riscos/benefícios envolvidos.

    Barini lembra que há mulheres que são incentivadas a usar a pílula, não apenas para evitar a gravidez, mas também para poupar um pouco o ovário, quando esse tende a formar pequenos cistos, com a menstruação normal. Por outro lado, o ginecologista lembra que as pílulas antigas em momento algum estão descartadas. Pílulas como a Mínima, uma das mais recentemente lançadas, mesmo a Minesse e a Yasmim, por exemplo, se destinam a determinadas classes econômicas, uma vez que o custo é mais elevado se comparado com aquelas usadas por mulheres de classes econômicas mais baixas. “O que as diferencia, no geral, é o fato da quantidade de hormônios presentes nas novas apresentações ser menor e, por isto, provocar menos efeitos colaterais”, diz.

    Ovários policísticos

    Já o dermatologista Ademir Júnior, especialista em endocrinologia e na Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), de São Paulo, observa que de fato cada pílula tem sua indicação e ele as indica quando suas pacientes sofrem com excesso de peso, retenção líquida ou problemas de pele ocasionados pela síndrome. “A composição hormonal de cada pílula é que vai mostrar se trará vantagens ou desvantagens para a paciente”, diz. O médico cita o exemplo da pílula Diane 35, que considera uma boa indicação no tratamento de problemas da pele como acne e excesso de pêlos. “Por outro lado, explica que a pílula pode facilitar a retenção de líquidos em mulheres que têm predisposição a este problema. Nestes casos a Yasmin tomaria o lugar da Diane por facilitar a eliminação do excesso de líquidos do corpo e por também agir na pele”, diz. O médico diz que definir qual é melhor só é possível mesmo a partir do efeito que se espera e da boa aceitação por parte da paciente. “Isto sem que ela sofra alterações corporais negativas ou mesmo desconforto ao tomá-la”, conclui.

    Fonte:http://72.30.186.56/search/cache?ei=UTF-8&p=os+efeitos+colaterais+do+cerazette&sado=1&fr=sfp&u=www.diarioweb.com.br/noticias/imp.asp%3Fid%3D61178&w=os+efeitos+colaterais+cerazette&d=d1atdJ2uSfw9&icp=1&.intl=cd

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  • corpooA maior novidade é o Implanon (da Organon). Trata-se de um implante hormonal na forma de bastonete, que leva alguns minutos para ser inserido (geralmente no braço) ou removido e oferece proteção contraceptiva por três anos. Custa R$ 400 e o médico cobra R$ 200 para implantar.

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